A Receita Estadual do Rio Grande do Sul publicou na quarta-feira, 3 de junho, a décima edição do Boletim Semanal sobre os impactos da COVID-19 nas movimentações econômicas, especialmente no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). O boletim apresenta os efeitos da pandemia sobre os principais setores da economia do Estado e descreve a evolução da crise, destacando os desafios e as possíveis tendências de recuperação.
Desempenho Econômico e Setorial
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Emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e):
- A emissão de NF-es, que indicam as transações econômicas no estado, está mostrando sinais de recuperação. A queda foi reduzida para 1%, 2% e 3% nas últimas semanas, comparando com os mesmos períodos de 2019, muito abaixo dos 31% negativos observados no início da pandemia.
- No acumulado desde março, a redução foi de 12%, o que corresponde a cerca de R$ 240 milhões a menos em movimentações diárias de operações registradas.
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Indústria:
- A queda na indústria foi de 14% na última semana, representando uma melhora em relação à queda de 41% registrada em abril. No acumulado, a queda foi de 17%.
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Setores em Crescimento:
- Tratores e Implementos Agrícolas: Apresentou crescimento de 16%, mantendo-se positivo por cinco semanas consecutivas.
- Madeira, Cimento e Vidro: Crescimento de 15%.
- Suínos e Arroz: Ambos os setores tiveram o maior crescimento, com 44%.
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Setores em Queda:
- Coureiro-Calçadista: As perdas ainda são graves, com -60%, estabilizando entre 35% e 40% nas últimas semanas.
- Veículos: A queda foi de -59%, igualando a queda observada no pior período de abril.
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Atacado e Varejo:
- O Atacado tem mostrado estabilidade, com um pequeno crescimento de 5% na última semana, mas acumulando 0% no período de 16 de março até 29 de maio.
- Varejo: Continuou apresentando queda de 4% na última semana e -18% no acumulado, sendo o setor mais impactado pela pandemia. Produtos de vestuário, calçados e veículos registraram as maiores quedas.
Impactos Regionais
O boletim também observa as variações econômicas por região, divididas pelos 28 Conselhos Regionais de Desenvolvimento (COREDEs):
- As regiões com maior atividade industrial, como Metropolitano Delta do Jacuí e Vale do Rio dos Sinos, mostraram uma melhoria nas perdas, de -15% para -8%.
- A região do Vale do Taquari foi destaque com uma melhoria significativa, passando de -16% para -4% na variação de curto prazo.
Setores de Combustíveis
Os combustíveis também foram afetados pela pandemia:
- Etanol: A queda foi de 41% no acumulado do ano.
- Óleo Diesel S-10: Registrou crescimento de 14% no ano e uma recuperação de 7% desde março.
- Gasolina Comum: A redução foi de 13% no acumulado, com uma queda de 25% nas últimas semanas analisadas.
Transporte de Cargas e Passageiros
- Transporte de Cargas: Apresentou uma forte recuperação, com uma variação positiva de 10% na última semana, expandindo o crescimento observado no boletim anterior.
- Transporte de Passageiros: Segue estável, mas com uma queda de 70% em relação aos índices pré-crise.
Conclusões e Tendências
O boletim da Receita Estadual do Rio Grande do Sul mostra que a economia do estado está começando a se estabilizar após as quedas abruptas observadas no início da pandemia. Embora o impacto negativo continue, a recuperação de alguns setores e o crescimento contínuo de outros indicam que o estado está começando a superar os efeitos mais severos da crise. A variação positiva em alguns setores, como tratores e implementos agrícolas e madeira, cimento e vidro, sinaliza uma possível recuperação setorial e regional, especialmente em algumas áreas industriais.
Entretanto, setores como coureiro-calçadista e veículos continuam a enfrentar dificuldades graves, refletindo as diversas dinâmicas da crise e a necessidade de adaptação para enfrentar os desafios econômicos impostos pela pandemia.
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Fonte: SEFAZ-RS.
